Novo teste revela bactérias resistentes a antibióticos em 30 minutos

Desenvolvidos no século 20, os antibióticos são poderosos medicamentos utilizados para controlar e destruir diversas infecções bacterianas. Contudo, nas últimas décadas, a medicação têm se tornado cada vez menos eficaz. Muitas espécies de bactérias desenvolveram resistência aos antibióticos comumente utilizados, dificultando o tratamento de múltiplas infecções. À vista disso, pesquisadores da Caltech, no Instituto de Tecnologia da Califórnia, EUA, criaram um novo teste capaz de identificar estas superbactérias rapidamente, permitindo que médicos possam escolher qual antibiótico é o mais adequado para uma determinada infecção.

Quando médicos tratam pacientes com infecções bacterianas, as bactérias são mais suscetíveis a serem resistentes aos potentes antibióticos de segunda linha, como a ciprofloxacina. Isso porque o aumento do uso de antibióticos de segunda linha torna mais provável que as bactérias também se tornem resistentes a essas drogas mais fortes. O teste visa encontrar uma maneira rápida e fácil para identificar se a infecção de um paciente é resistente à antibióticos específicos. Hoje, para fazer esta descoberta, o médico teria que enviar uma amostra a um laboratório e esperar dois a três dias pelo resultado.

O novo teste, que inicialmente se concentra em tratar infecções do trato urinário, funciona por meio da coleta de uma amostra de urina de um paciente. Parte da amostra é exposta a um antibiótico durante 15 minutos, enquanto a outra parte incuba sem antibióticos. As bactérias de cada amostra são então quebradas para libertar seus conteúdos celulares, que são executados através de um processo que combina uma técnica de detecção química chamada amplificação digital em tempo real. Com um dispositivo próprio chamado SlipChip, esta combinação replica marcadores específicos, permitindo que os médicos visualizem os resultados em 30 minutos.

A equipe testou seu chip em amostras de urina de pacientes diagnosticados com infecção urinária. O teste obteve 95% de precisão de acordo com os resultados de um ensaio de laboratório padrão para a resistência antibacteriana, demonstrando potencial para a utilização de rotina em consultórios médicos. A expectativa é que, futuramente, o exame possa ajudar a reduzir a mortalidade de infecções transmissíveis, que podem ser fatais se não tratadas rapidamente. Até lá, a equipe planeja expandir o escopo do teste para outras bactérias e outros fluidos corporais, como sangue.

Fonte: Caltech

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